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Companhia Giramundo, de Belo Horizonte, encanta plateias com o teatro de bonecos

Sesc Rio traz espetáculo “Alice no País das Maravilhas”, do Grupo, para o Sesc Ginástico


publicado em 18-04-13

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Desde que o mundo é mundo - ainda que sob a forma de sombras nas paredes das cavernas -, que o teatro de bonecos existe. Eles podem ser de barro, pano, plástico, lata ou qualquer outro material, o que realmente importa, é despertar a imaginação e cativar a todas as gerações. Entre as grandes companhias especialistas nesse tipo de arte, temos que citar a renomada Cia. teatral Giramundo, de Belo Horizonte.

O grupo apresenta um portfólio com o impressionante número de 33 peças em um período de 37 anos. É quase uma montagem por ano. Incrível, né? E não para por aí, pois nos 3 anos seguintes, o Grupo se dedicou à montagem do espetáculo Alice no País das Maravilhas, que marca os 40 anos de existência do Giramundo. O ritmo acelerado da Cia. é um dos responsáveis pela significativa coleção de bonecos e pela formação de uma ampla experiência de montagem de espetáculos para esta modalidade.

A história
O Giramundo foi fundado em 1970, pelos artistas plásticos e professores universitários Álvaro Apocalypse, Terezinha Veloso e Madu Vivacqua. A formação acadêmica dos três contribuiu para a solidificação da Cia. como um grupo múltiplo - que busca explorar todos os campos da criação artística, aplicando-os à prática do teatro de bonecos. O grupo, que já se apresentou em praticamente todo o Brasil - e em mais de dez países da Europa e das Américas -, oferece oficinas, palestras e mostras itinerantes, realiza apresentações no palco e na rua, além de criar bonecos e animações para TV.
Em eterna experimentação, a Cia. alterou a forma como o teatro de bonecos é visto e compreendido, inserindo elementos da cultura e da história do Brasil nos espetáculos, adaptando clássicos da literatura universal ou criando seus próprios textos.

Nova fase
A produção dos novos espetáculos se dá por meio de núcleos de criação. Uma característica marcante destas produções é o diálogo estabelecido entre as montagens - que ocorre tanto tecnicamente, quanto no estilo e no conteúdo dos espetáculos. Este modelo fica evidente na série Miniteatro Ecológico, estando presente, também, nas três últimas grandes montagens para adultos do grupo: Pinocchio, A Flauta Mágica (2006) e Vinte Mil Léguas Submarinas (2007). E o mais interessante: em seus últimos espetáculos, o público pôde observar uma clara evolução na utilização de videoanimações, tanto no trabalho corporal dos atores, quanto na própria criação dos bonecos.

Giramundo no Sesc Rio
Com talento de sobra, um repertório extenso e um currículo de prêmios de dar inveja, o Grupo Giramundo entra em temporada, no Teatro Sesc Ginástico, com o espetáculo “Alice no País das Maravilhas”. A peça, com classificação livre, é uma adaptação do clássico de Lewis Carroll, de 1865, que traz a aventura da menina Alice em um mundo mágico após cair na toca do coelho branco. A montagem estreia em palcos cariocas no dia 25 de abril - em curtíssima temporada - até 28 de abril. A trilha sonora é de John Ulhoa e Fernanda Takai.

“Trazer o Giramundo para o Rio de Janeiro - depois de tantos anos - é uma oportunidade ímpar, não só para o público, como também para o cenário artístico cultural da cidade. Desejamos que também seja um momento para conhecer melhor o processo de trabalho do grupo. Por isso a programação inclui o Programa Diálogos com o Teatro, que potencializa os inúmeros contextos e reflexões das artes cênicas com as questões da vida contemporânea”, diz Christine Braga, gestora de artes cênicas do Sesc Rio.

Na montagem, 55 bonecos dividem o palco com um ator de carne e osso – algo raro nas produções do grupo. Beto Militani interpreta Lewis Carroll, cumprindo o papel de narrador da história de sua autoria. A preparação do ator foi feita pelo diretor e integrante do Grupo Galpão, Eduardo Moreira.

“Aventuras de Alice no País das Maravilhas” é o 34o espetáculo da história do Giramundo. Nos últimos anos, o grupo tem produzido montagens sem segmentar a idade do público. “Não podemos classificar o espetáculo como sendo infantil ou adulto. Cada vez mais, o Giramundo tem criado montagens para toda a família. Independente da idade, as cenas conseguem tocar, de forma singular, cada espectador”, defende Beatriz Apocalypse, diretora de Cena e Marionetista – uma das responsáveis por dar vida aos bonecos no palco.

A montagem de Alice consolida a pesquisa e implantação de novas formas artísticas aos espetáculos do Giramundo. Em cena, o teatro de bonecos dialoga com as artes plásticas, vídeo e música. Isso porque alguns dos bonecos são digitais, manipulados em tempo real com a tecnologia motion-capture, já utilizada no cinema e rara no teatro de bonecos. Sua proposta consiste em animar um personagem digital, em tempo real, com o uso de “sensores de movimento”, criando a animação do modelo, em vídeo, ao vivo. “O processo de composição de uma montagem com tantos intercâmbios foi o maior desafio da produção”, destaca Marcos Malafaia, diretor geral do espetáculo.

Bate papo com Beatriz Apocalypse
No dia 20 de abril, às 14h, a diretora de cena de “Alice no País das Maravilhas” - Beatriz Apocalipse -, estará no Sesc Engenho de Dentro para uma conversa sobre o  processo de criação do Giramundo, para todos os públicos que se interessam pelas dinâmicas criativas.

Serviço:
Aventuras de Alice no País das Maravilhas

25 a 28 de abril, às 19h
Teatro Sesc Ginástico (Rua Graça Aranha, 187, Centro – Rio de Janeiro)
Ingressos: R$ 5 (associados Sesc); R$ 10 (estudantes, menores de 21 anos e idosos);
R$ 20 (os demais);
Telefone: 2279-4027
Classificação Livre

Foto: Divulgação